Sobre o empoderamento pós-parto: livre demanda e auto-regulação.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Vamos falar de amamentação em livre demanda (mesmo com mamadeira)?!

Segundo Laura Gutman, quando não damos oportunidade à criança de desenvolver a auto-regulação, garantimos a sua desconfiança em relação às próprias intuições. Isto é, as crianças passam a buscar no outro a certeza para o que faz, uma vez que não confia em si mesma, em suas próprias vontades. 

"Obrigamos as crianças a mudar cada pequena atitude espontânea e assim garantimos a desconfiança em relação às próprias intuições"

Isso é evidente na vida adulta, onde encontramos pessoas extremamente co-dependentes, que precisam da autorização e aprovação dos outros, e que não conseguem confiar nos próprios instintos. Vemos, inclusive, uma grande maioria que sequer quer entrar em contato com esses institutos, como as mulheres que não confiam de que "vai conseguir" parir, ou que pedem autorização para pegar os próprios filhos recém nascidos no colo.

Para que nossos filhos tenham oportunidade de entrar em contato com o próprio instinto, é importante que deixemos que desenvolvam a auto-regulação. 

E uma oportunidade pra isso é a amamentação em livre demanda. Mas para que ela seja possível, é necessário primeiro que a mãe entre em contato com os próprios instintos. Confiar na auto-regulação de seu filho é também confiar na parte humana e natural que rege nossas vidas. É nos compreender enquanto seres conectados com nós mesmos, e com total capacidade de nos reger e nos ouvir. 

O empoderamento, então, se faz necessário. Que essa mãe entenda que seus instintos são fortes, e que ouvi-los é não só necessário, como saudável e *muito gostoso*! Torna tudo mais fácil, uma vez que a confiança em nossos instintos nos permite fazer o que sentimos em nosso coração, sem pedir autorização ou esperar a satisfação de terceiros.

Ao amamentar seu filho em livre demanda, e constatar que ele sabe bem quando está alimentando e quando precisa se alimentar (dormir, só descansar, brincar, etc), você também experimentara uma sensação de tranquilidade grande. Isto por que a rigidez de controlar horários e de se sentir 100% responsável pelos horários do bebê não cabe ao puerpério. O que cabe é a naturalidade e o comportamento instintivo. Isso desenvolve o relacionamento mãe-bebê, da confiança e ajuda a desenvolver a ambos! 

Além de outros vários benefícios, como a redução de chances de obesidade, por exemplo. Por que? Porque seu bebê aprende a comer o necessário. Aprende a entender seu corpo, e a regula-lo sem excessos.

Mas meu bebê toma mamadeira, e agora? 
A auto regulação é aprendida, mesmo que na mamadeira. Quando damos peito, não sabemos quantos ml o bebê mamou. É também não ficamos com dó de deixar leite na mamadeira, do de jogar leite caro fora. Tentar manter esse padrão é importante, por que quando damos mamadeira acabamos, muitas vezes, por forçar nossas crenças na amamentação. (quanto deve mamar, quanto tempo tem que mamou x de leite, que horas dou quanto de novo). "Bebê só mais um pouquinho" não é necessário. 
Além disso, vemos muitas mães que dão mamadeira aos filhos virados para fora, sentados ou no berço/ carrinho. Seria interessante que promovessem o vínculo mãe-filho ao dar mamadeira, colocando-o na posição do peito mesmo. Trocando olhares. Curtindo aqueles sorrisos, deixando que curta aquele colinho.. Namorando mesmo o bebê! Curtindo.. muito.. por que essa fase também vai passar! 

Dizem que a distância entre os olhos do bebê e da mãe durante a amamentação é matemágicamente ligada à produção de hormônios da alegria em ambos. Nunca li estudos que comprovem (mas também nunca busquei), mas acredito que seja verdade! É um momento de pura curtição e alegria! 💕

Obs: cuidado com mamadeiras e otites. Pôde-se seguir essas dicas sem que o bebê esteja deitado demais a ponto de causar acúmulo de leite e otites :) 

#OPoderdoDiscursoMaterno

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